terça-feira, 23 de julho de 2013

18

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Do lado de cá do Brasil
Falando de como você sumiu
Quando ninguém mais ouviu
Ninguém mais sentiu
Ninguém mais entendeu
E só me restou eu
Mas tinha que crescer
E cresci 
O que eu tinha que ver
Desceu queimando
E transformando em cinzas
Todas as nossas brisas
Mano, cegou minha identidade
Menor de idade
Esmagando minha verdade
E engasgando lagrimas de saudade
No canto mais iluminado da boate
Abraçando sua covardia
E a minha

Sua covardia te protegia
Eu bebia de noite, 
Dormia de dia
Esperando qualquer palavra
De quem entendia
O que eu cantaria

Cara eu te amava
Você era um irmão
Você era um refrão 
Mas você se mandou
Indo pra onde eu vou
Rumo à vida real
Cara você sabia que fazia mal
Eu virava tequila lambia sal
Fumava em busca da calma 
Das suas palavras
Eu acreditava nas suas paradas

Ouvindo a era pesada do Eminem
Proibida porque era de alguém
E você entende 
Não tinha malicia
A rima era a gente
Era nosso sangue quente
É tudo o que o mundo sente
E vinha da gente
Mas nós não éramos povo
Nós não éramos pouco
Mas nós não éramos

Soldados de brinquedo
Caindo por medo
Fugindo de nós mesmos
Nos perdendo no que escrevemos
Lendo e relendo
Coisas que só hoje percebo
Foi tarde, mas era cedo
Soldados de brinquedo
Caindo pro lado direito
Fugindo pelo esquerdo
Lado forte
Somos o mockingbird da morte
Quem precisa de paz?
Eu não, nem lá atrás
Você sabe a guerra nos faz
E o que alguém DIZZ
Interte mais
Mundo? Jamais
É lá no fundo
Que você encontra
Quem eu fui de ponta a ponta
Numa Sub realidade
Mais verdadeira que a verdade

Eu tento achar um final
Mais o papel de hoje em dia
Não é pra escrever
É pra dar pra vida algum sal
Nem sei por que chama doce essa vadia
E já se foi à época em que bala 
Que não batia 
Era tudo que eu queria

Eu tento me manter longe
Mas lá o mundo me queria
Onde? Onde? Onde?
Chega mais perto Kira
Chama desprotegida não ascende
Vai e mente
Vem em sente
Você ainda tem algo em mente?
Algo não derretido?
Algum sentimento vivo?

Se isolando
Analisando
Rimando
Sendo
E se perdendo
Aos dezoito...
Tudo que vier depois será pouco
Cara, você ficaria louco
Não sobra troco
É só mais um jogo
No fim você só é morto
Mas é só mais um jogo.

DE LOUCO PRA LOUCO
FAZENDO PARECER POUCO
BOLA OUTRO
CHAMA DESPROTEGIDA NÃO ASCENDE
APAGA E MENTE 
QUE NUNCA EXISTIU NADA PRA GENTE
É SÓ MAIS UM JOGO
DE LOUCO PRA LOUCO

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Rima com o dia.

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Eu queria não sentir falta
Pra ver graça,
Enquanto o tempo não passa,

Na calçada molhada,
Deixo minha paz abalada e calada,
Enquanto você não fala nada,
E eu sinto o mundo girando,
Falando, te amo,
Enquanto tudo se perde,
E eu tenho sede verde,
Que só a dor do amor mede,

E você só bebe,
Enquanto tudo se perde,
No oste, no leste,
Menos no passado,
Que faz o presente ser dado como perdido,
E o problema é comigo,
É seu por não ter lido,

Lido quem fui,
Agora leia quem sou e o que restou,
Porque no fundo
Eu sou o que eu não tenho,
Eu sou as vezes que fui embora calada,
Sem levar nada,
Guardando tudo,
No meu sorriso miúdo mudo,

E aqui a muitas tantas milhas,
Trazendo só minha mochila,
E daqui a tantas muitas milhas
Tocando ai no seu radinho de pilhas,
Sendo falada a mesa pela sua família,
Seguindo a minha rota longe da sua trilha,
Mas a sua tristeza inspira,

E você só lembra q o meu nome rima com o dia.