quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mil mentiras.

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Meu bem na verdade,
Talvez eu só precise de um pouco de chuva e sobriedade
Pra saber o que fazer daqui pra frente
Ou entender a gente,
Mas já está tarde
E você fica ai, com seus “e se”
Eu me pergunto por que ainda não fui dormir...  

Minhas mil mentiras
Constroem muralhas
Nas nossas trilhas
Damos explicações pras nossas famílias,
Mas queríamos pro nosso amor novas pilhas alcalinas.

Você chama de traição
Sem entender meu refrão
E todas nossas juras são como as nossas bolhas de sabão
Alegram, mas se vão...  
E enquanto isso for chuva de verão
Eu não pedirei perdão.

Mas talvez eu precise do cheiro de fumaça,
Da risada sem graça e da nossa farsa
Enquanto você me abraça
E o tempo só passa aqui em casa.

Talvez quando eu rimava no infinitivo
E não te tinha comigo
Meu coração estivesse protegido
De todo e qualquer perigo
Mas você só atende quando eu não ligo
Só me enxerga enquanto eu grito
E só me ama quando eu minto
Porque a verdade
Nunca foi sua cara metade

Tenho ignorado a tudo e a todos
Pensado em todos os nossos tombos
E talvez estejamos loucos
Por deixar nosso amor morrer aos poucos
E nos importar tanto com os outros
Porque eles são só os outros
E juntos brilhamos no céu
Mais que qualquer avião de papel

E eu sinto como se
Depois que isso morrer
Nada mais fosse sobreviver

Mas minhas mil mentiras
Constroem muralhas
Nas nossas trilhas
Damos explicações pras nossas famílias,

Mas queríamos pro nosso amor novas pilhas alcalinas.

domingo, 3 de novembro de 2013

Final de semana.


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Meus amores já se foram, levaram as flores, 
Deixaram espinhos e um gosto amargo de vinho.. 
Mas eu que já nem bebo, 
Percebo que a realidade se vai cedo, 
Com a sobriedade que eu estive percorrendo 

Quando tudo se mostra tão confuso, 
Quando examinamos ao fundo, 
Queremos parar e chorar, 
Porque nada mais emociona 
Quanto entender como a vida funciona, 
E o porquê as pessoas se amam, 
Quando o dia a dia se escreve na cama, 

Com a tranquilidade 
Da criança que não conhece a verdade
Hoje eu sinto saudade, do que foi embora tarde
Mas uma parte de mim, 
Quer ir até o fim, 
Fazer da vida um ponto de partida, 
Quando tudo é reticencias, 
E nem a ciência explica o amor, 
Quando o mundo tem sabor de suco de uva azeda, 
E as coisas que você quer esquecer rodeiam a sua cabeça. 

Você se preocupa, 
Comprando perucas 
Fazendo perguntas 
Fingindo que não se importou nunca 
Rindo como se fosse engraçado, 
Querendo como se fosse errado, 
Amando como se fosse passado.. 

E o olhar que ele tem, 
Te arrepia ate a nuca, 
Quando ele vem, 
E você sabe que essa noite
Não será de mais ninguém.
Quando ele mente, 
Você sente seu coração entre dentes, 
Sendo despedaçado e maltratado, 
Sobre suas próprias lentes... 
E o que fazer de lá pra frente?
Quando alguém deixa seu frio quente.

E você deixa,
Porque na sua cabeça, 
O errado é viver só de segunda a sexta.
E você deixa, 
Porque ele é seu final de semana, 
Bagunça sua vida e sua cama
E você ama, 
Porque ele é a chama
Que ilumina todo seu drama

Que ascende todos os seus cigarros
A gasolina dos seus carros, 
Mesmo que você não tenha carteira... 
Ele parte te deixando inteira, 
Fazendo seu coração de trincheira, 
Ele e aquela cara de madeira, 
Mentindo como se fosse segunda feira, 
E você tivesse que esconder
O quanto ele faz bem pra você 
E também mal, 
Te deixando até escolher,
De qual olho a lagrima vai descer, 
Enquanto você reza pra que ele escolha você 
Num jogo que você não sabe perder, 
Mas vai aprender.