sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Em boa companhia não precisa esperar a sexta

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Botei Courier New pra escrever e demorei seis meses pra perceber que amei, mas nunca seria feliz pra valer.

Não era “o”, foi um, o que não tem problema nenhum, mas eu continuo sendo um zero com muito a preencher. 


E nunca vou me esforçar pra caber em dias e rotinas que não me fazem estremecer.

E nunca vou me atrasar, pra acompanhar, porque...

 

ele só acelera,

quando envolve algo que esfarela,

música alta e floresta

e eu já não tô mais nessa.


ele só acelera na reta,

eu tenho curvas e sou acelerada

mesmo com a balança e a precisão em casa,

desde antes de ele vestir uma farda

e aprender a ter raiva

eu já sustentava cada palavra

que eu falava  

E já não queria viver só de festa em festa, num mundo com tanta coisa que interessa.

 

E isso nem é despedida, ele vai continuar na minha vida, todo mundo sempre fica,

 

benção ou maldição, Kira?


Até agora tudo bem, que eu continue indo além, amém.

A meta é não ser de ninguém, além de mim mesma e esperar pra beber só na sexta.

Não fumar antes do meio dia, respeitar minha própria rotina, continuar sendo criativa, resolver tudo que precisa, nunca deixar de achar a vida linda.

Tomar café da manhã, me manter sã, continuar podendo doar sangue, ser cada dia melhor pra minha gangue, cada dia melhor que ontem.


E se com a vida que levei, cheguei aos 26... com todos os cuidados, horários organizados e meus sorrisos de lado, eu ainda voarei, eu sei.

A meta é não ser de ninguém, além de mim mesma e esperar pra beber só na sexta.

Mas em caso de terça, colo com a Maree e a Lorena, só uma ou outra cerveja, com minhas amigas, na mesma videochamada ou mesa.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

O que tem pra fazer

Parava de gostar quando entendia a letra, eu já não era a mesma. Já não fazia gol de caneta e a segunda e a sexta pareciam a mesma. 
A batida fazia sentido, mas não minha vida. Eu vivia enquanto o mundo dormia. Entre o que perdi e o que encontrei, aprendi e o que hoje sei, mas nunca aplico. E será que eu ligo... mesmo? 
Movida por desejo, quero saber onde isso me leva, travando uma guerra, comigo mesma, sabendo que desejo não acaba na sexta e que eu já incendiei até terça, pra hoje me perder por quem não coloca carta sob a mesa.
E agora que todos os dias são iguais e talvez isso não acabe mais, não importa o que ficar pra trás. 
Entre pirraça, disfarçada de ter raça, persigo uma farsa que me atrasa. 
Finjo que não sei do que tô falando, ligo pra fulano, enrolo ciclano e beltrano, enquanto fulana tá me chamando, traço um plano, não sou nova no ramo, mas a quem eu tô enganando? Sei bem o que eu amo.
A imprevisibilidade da vontade, chegar em casa tarde, sem fazer alarde, atravessar a madrugada, fazer a coisa errada. Não entender nada, ficar calada, ser amada, ser rodeada e escolher a cartada, pra trucar ou não e me perguntar se é blefe ou refrão, no final ter inspiração. 
E se eu gosto de confusão, que minha mente não me faça sermão, me deixe fazer a merda que for, contando que não desvie do caminho que vou e eu não esqueça quem eu sou e o que me move. O jeito que eu gosto que me fode e não é minha cabeça, meu jovem. 
Você até pode ser uma incógnita interessante, mas eu já era uma interrogação antes... nesse jogo de amantes.
E eu não tô em busca de romance, nem de um lance. Não quero nada, além de arrancar suas calças, sem usar máscaras. Só pra eu saber que posso e isso ter um fim, porque nem te quero tanto assim. Mas o jeito que você é um "e se" funciona pra mim, nem que seja pra escrever rima ruim.
Não dá pra pensar em qualidade, olha só já tá tarde, mas o jeito que cê é... desperta algo nessa mulher e é mais divertido do que um dia repetido e qualquer coisa que falam ao meu ouvido. Então eu sigo esperando, será que leva um ano? Depois penso em outro plano, mas por enquanto, o que tem pra fazer é rimar sobre você e depois falar pra você ler.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Sagrado amargo


Me prometeu o mundo, quando eu já tinha tudo. Mas abri espaço, e cê não acompanhou meu passo. Fiquei cega, mas não imune. Faca entrou reta, tava sem gume. Amor, eu diria que machucou, mas eu já conheci a dor e sei bem quem eu sou. Já não perco o rumo e se isso rimou é porque eu estava acordada e não te coube na mala. Selecionei o que carrego, suor eu não nego, mas o que tirar minha paz, vai ficar pra trás. Não sou eu, é a religião, cê pode ser ateu, mas meu refrão não. Meu corpo é sagrado e não cabe ninguém ao lado, por mais certo que soe, eu gosto do gosto do errado. E vago, entre o que quero e passado. Então não venha desarmado, a gente pode até ficar pelado, mas não estarei aqui quando você tiver acordado. Tem mais uma garrafa, pra eu secar lá em casa, eu tenho pressa, amar me atrasa. Não vou prometer não deixar marca, nasci brasa, queimei minhas próprias asas e se ofereço perigo a mim mesma, talvez eu incendeie sua cabeça. Que vale a pena eu prometo, se você também é filho do caos, não tem do que ter medo. Mas se você busca sossego e apego, só posso te oferecer meu isqueiro, pra você acender seu cigarro, entrar no carro e ir buscar isso em outro lugar menos amargo.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Tô falando de sexo

Breja gelada, paiero quente, quantas badaladas, ainda ando por essa gente? Calada, cansada ou agitada, entendo que daqui, não levo nada. Acumulo lembranças, encanto cascavéis, sapos amáveis e assumo papéis. Não uso veis, conto reis, organizo finanças. Faço tranças, quando sei que vou suar. E se você não for aguentar, a gente pode trocar. A menina prefere terminar por cima e se você não entende a rima, não é seu dia, ainda. 
Se interessante for, meu amor, escrevo sobre seu calor. Mas ultimamente, só o passado é quente e mexe com a gente. Faz levantar, arrepiar, dançar e suar. Enquanto penso no gosto de escória, que escorria, naquele dia, do meu pescoço até alguma barriga, de quem não liga, mas se precisar compra briga.
Eu não perco meu tempo em ritmo lento, faço valer cada momento, fingindo que há sentimento, se é necessário, pra estar por dentro. 
E se você acha que a baixaria começou, é porque ainda não viu meu alongamento e não sabe quem eu sou. 
Cê quer saber o que é começo? Eu grito foda-se a métrica, desde que abandonei o terço e passei a ter fé no sexo. De um jeito desconexo, nada é complexo, quando me interesso. 
E se você se interessa, não meça esforços, não espere eu voltar aos ossos, que de breja gelada e paiero quente, não serão muitas badaladas, que andarei por essa gente.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Tarefa de casa

Língua brasileira, na veia goiana-mineira, arrebentando as porteira, ideia ligeira, baita rasteira, nas ideia gringa, que aqui não vinga, já que a polícia, sobe estatística, todo dia, ilegítima defesa, justifica na violência, interesse da burguesia.

Jovem brasileiro, que nasce sem dinheiro, aceita qualquer emprego, em pé o dia inteiro, sinaleiro, pra safado privilegiado, não aceitar meus panfletos, fechar vidro pro menino e mexer comigo, mas já não fico em silêncio. 

Trabalhador não tá ao seu dispor doutô, ce nem tem doutorado. Garças a quem me apoiô e cada trampo suado, terminei o mestrado, medo e humilhação é passado, mas não abandono, quem vive o jogo, que já me tirou o sono. 

Não há meritocracia, nessa vida, com criança indo pra escola comer uma vez por dia. Que não sobre uma estrutura, se ninguém mais dormir na rua, cada um amar quem ama e preconceito virar lenda urbana. 

Hoje dou aula, madame não cala meus sonhos, o mundo é meu, vou passar pros meus alunos em sala, entendeu? Ensino Inglês e Português, pra não serem calados por burguês. Conhecimento é arma, munição a raiva e a revolução, tarefa de casa de vocês. 

domingo, 28 de junho de 2020

Perder

Acordei em silêncio, me perdi em meio ao que penso, voltei ao começo, me perguntei se tinha espaço, descobri que se for por você eu faço, um buraco, um rasgo, em tudo que planejei, o que estudei, aprendi e hoje eu sei e disfarço, abro mais um maço, tropeço e me refaço. Vai te caber de um jeito ou outro, não te querer é coisa de louco, pra você, meu mundo é pouco. Correria nunca fez tanto sentido, como quando você escuta o que eu digo. Eu acordo, respiro. Que cê fez comigo? Não reclamo de mais nada, atravesso a madrugada. Não faço mais coisa errada, tô sem palavra, mas não cansada. Ajeita e traga, me guarda, não diz mais nada. Me levanto desarmada, sua voz me deixa pelada, me dispo, não me arrisco, te risco, deixa eu rabiscar sua vida e chamar de arte, em meio ao desastre, o que vier faz parte, te levo ao céu ou marte. Te tiro daqui, te faço rir, cê não vai querer dormir, eu vou ali, cê vai querer ir? Fazer meus rolê, definir uns porquê, viver. Vem eu levo você, cê tem algo a perder?

domingo, 21 de junho de 2020

Final de semana - Volume 2


Se foram os amores, levaram as flores, deixaram espinhos e um gosto amargo de vinho tinto seco. Se foram antes que fosse cedo, então escrevo, entendendo que minha vida é uma música de amor acústica e a solidão o meu melhor refrão, sem sombra de dúvida.
Mas nada mais emociona, do que entender como a vida funciona e o porquê as pessoas se amam, quando o dia a dia se escreve na cama e o prazer rola sem drama.
Mas já fui refém, do olhar de alguém, que te arrepia tão bem, que quando vem e tem, você não é de mais ninguém.
E me deixei, porque na minha cabeça, o errado é viver só de segunda a sexta. E me deixei, porque ele foi meu final de semana, bagunçou minha vida e minha cama.
Foi como um raio, o preço pago foi caro, eu sei, mas em ecstasy sorrio enquanto caio e eu sempre me cuidei.
E mesmo em meio a um amarro, não faltava cigarro, segurava enquanto trago, tirava na hora certa, beijava a fumaça espessa, não deixava cinzas na coberta.
Meu melhor companheiro, não foi último, nem primeiro, mas foi esperto e me deixou ir, enquanto ainda estava inteiro.
E ele entende que 200 bpm, não era suficiente pra gente e que queremos o que vem pela frente. Outro alguém que faça do nosso sangue frio, temporariamente quente. Um amor que não se sustente na imprevisibilidade entorpecente.
Mas se eu ficar entediada, talvez o telefone toque de madrugada e se ele estiver acordado, talvez a gente vá parar em outro estado, sem ter planejado, com o carro lotado de quem sabe que dessa vida não se leva algo e que a juventude só se vive uma vez, como tantas vezes a gente já fez.  
No fim, nada mais emociona, do que entender como a vida funciona. Pelo menos, vivemos ao lado de quem a gente ama, antes de todo esse drama, de final de semana a final de semana. E por isso, mesmo que já não nos caiba em nossas camas, nunca nos faltará grama, 

nessa...

Vida de gado
Onde centro lotado
Tinha jovem feliz.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Afterlife

Em meio à pandemia e a correria,
em algum ponto do dia, 
fiz o que a muito não fazia, 
olhei pra dentro da dona Kira. 
Vi tudo o que eu conquistei, 
nesse meio tempo que caminhei, 
senti orgulho e algo além.
Mas no mesmo momento,
divaguei, 
respirei fundo, 
entre meus pensamentos.
Fiquei aliviada com o passar rápido do tempo, 
com a certeza de que não conseguiria 
repetir nada com a mesma mágica.
Pois foram os pequenos hábitos, 
os passos apressados, 
os dias acordados,
e até os ventos trágicos dos quais fui refém, 
que fizeram de mim esse alguém. 
E só consegui me sentir grata,
se algo valeu, foi essa jornada,
mas ainda bem que o tempo passou, amém.
Só me resta pra onde vou,
dessa vez, sem mais ninguém.




terça-feira, 5 de maio de 2020

Tirar a roupa pelo que poderia ter sido

Eu não vou ser a madrugada de ninguém com quem eu não possa acordar descabelada. Eu só vou ficar pelada, se puder ser eu empolgada e também puder ser eu, quando quiser ficar calada. Eu não vou ser de ninguém pra quem, eu não possa contar piada, da idiota até a mais engraçada.  
Eu não vou me forçar a ser casual, por convenção social, pra conquistar alguém normal, pra que não pegue mal. Eu gosto mesmo é de estar apaixonada, na real, e saber que se estivesse com outro, não seria igual. Mas se o interessante, estiver desinteressado, nesse instante, deixo de lado, que fique aí calado. O meu tempo não tá parado, cada segundo é cronometrado, o meu coração só vai bater apaixonado, por quem merece meu corpo suado.
E se eu já te quis beijar sorrindo, é que no ritmo que estava indo, tirar sua roupa, teria sido lindo. Mas só teria sido. Talvez eu tenha me perdido no meio do caminho, mas era coisa de só uma noite, querido. Mesmo que não fosse, uma hora ia perder a graça e eu iria querer voltar pra casa. E toda a faísca e beijos na praça não teriam o sentido gostoso da dúvida do que poderia ter acontecido. 
E se eu te ver por aí, como o nada que somos, espero estar sozinha e poder perguntar, pra onde vamos? Sem fazer planos. E vou acabar não indo, sorrindo, porque nada mais lindo, do que o que não foi estragado e se eterniza no que poderia ter sido. 
E eu vou falar na sua língua, não há nada que seja mais estado de poesia, que uma Walkiria. Nada que não fica nem vai embora, mais do que você agora. E se seu estilo de vida, constrói muralhas, pra longe da minha trilha, se seu interesse está sem pilhas, saiba que se um dia eu te encontrar, nem se a energia solar acabar, ce vai conseguir deixar de pensar em me beijar. O que não vai rolar e vai se eternizar, em inspiração pra rimar.





sábado, 11 de abril de 2020

Não seja Kira pra quem te trata como Wal.


Arreta a postura, deixa a página escura,
Liga o abajur vermelho, repara o reflexo no espelho e
Fala do que cê sente, seu dedo não mente.
Você queria algo pra sempre.
Você não queria nada pra sempre.
Não finge que tá fácil, entende,
Cê já dormia rangendo os dentes
Mas nunca deixou de seguir em frente.

Mulher, não é isso que você quer,
Você sabe quem você é.
Entorpecente nenhum na mente
Te deixou perdida quanto ao que ce sente
Não é novidade que o amor machuca e
Você sabe, você sente
Não é porque alguém arrepia sua nuca
Que é aí o fim da busca

Não tem busca, larga de ser maluca
Cê tem tudo que cê precisa
Dinheiro, rima, amigos e sua pesquisa
Você não quer companheiro ou companheira
Essa vida não é brincadeira, mas você já foi escoteira

Você quer ficar até tarde pela cidade
Aprende a ser casual, não vai te fazer mal
Cê não é banco de carona de ninguém
Em uma estrada que é sua
E você vai ficar nua e ir além
À luz da lua e não de alguém
Cê cresceu na rua
E nunca deixou de ser sua

Cê nunca vai estar sozinha
Cê não precisa de um bom dia
Volta pra terapia
Aprende a responder quem é a Kira

Sem fugir, sem fingir, sem mentir,
Cê nunca deixou de saber
Não tem como esquecer
Você sabe tudo sempre volta
E quando a saudade vem de lá
Você sempre já fechou a porta

O futuro é um redial
Infinito de um telefone medieval
Aprende a ser casual
Não vai te fazer mal
Não é uma boca que odeia neoliberal
Que vai te fazer ser menos vendaval
Não seja Kira pra quem te trata como Wal.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Furacão Kirinha ataca novamente

hurricane, solene, o que eu preciso te dizer pra essa roupa subir e sua boca descer?
eu sei que você vai sentir falta, ninguém deixou de sentir. eu sei que pele na pele não tem competição, não tem refrão audível, não tem nada que não seja melhor comigo. e se não era seu tempo, tudo tava meio azul, deixa o vento bater no seu corpo nu e você pensar no meu e o no que ainda não aconteceu, porque não era hora e ainda dava pra ir lá fora, sem temor. e quando de novo for, não demora, deixa a garrafa de lado, fica calado, deita aqui do meu lado, recupera o fôlego, quero de novo e dessa vez você não vai me jogar no ombro, fazendo graça de me levar pra casa. eu só volto quando apagar meu fogo e lá vamos nós de novo. tudo escrito no original, não tem erro de tradução, nem final, taca sal nessa vida. eu já não sou comprometida desde o último Carnaval e não é hipertensão que vai te fazer mal, o perigo, querido, é fingir que não é lindo o jeito que você sorri, quando eu to aqui. mas se você quiser que eu fique, vai precisar pedir, adivinhação eu ainda não desenvolvi. e você sabe que eu preciso de mais, de me sentir o último gole de refri, pera aí que eu vou tossir e vestir uma nova lingerie. e se você sorrir enquanto ler, saiba que eu vou respeitar seu espaço e esvaziar meu maço, entre um beijo e outro passo, pra perto. e se uma hora eu quiser ficar, nunca vou te falar, você fica na defensiva e eu sou a kira. 
por enquanto, só vamo, ignora tudo, o todo, o fundo, o povo, o futuro, o rumo. eu juro, nunca vai ser entediante enquanto eu estiver no mundo. eu te deixo adormecer, mas só vou te prometer, ficar aqui, enquanto tiver graça escrever sobre você.

sábado, 28 de março de 2020

Enquanto eu quiser ficar.



"E sob o seu olhar
Eu já me via assim
Não soube mais ganhar
E nem desfazer de mim
Não volta nunca mais
Que é sempre o coração
Que escolhe a rota
Não vai mais ser você
E aonde o sol for

Eu vou estar lá
/Canto dos Malditos na Terra do Nunca 
...
Por mais ninguém além de mim mesma, mesmo que de segunda a sexta. No final de semana, talvez eu invente uma trama. Difícil deixar de ser quem sempre ama, um sorriso fácil preenche a cama e tudo fica simples quando a gente não se engana. Não vou me arrepender por não ter insistido no que já deveria ter ido, por conta de um dia ter sido lindo. E se é assim que eu lido e continuo bem, amém, já me sinto completa, silêncio já não é uma linha reta quando você aprende a ser complexa e nada termina em ponto final, deixa esse ter sido o último carnaval. E eu não vou estabelecer meta, fazer promessa, nem me segurar pra não me apaixonar, se eu for meu próprio sol, nada me apagará e se eu quiser eu vou estar lá, sorrindo com outro alguém, sendo uma boa companhia, sem nunca deixar de ser minha ou esvaziar minha mochila para caber os sonhos que talvez seriam meus um dia. Não tenho medo de ficar sozinha, é que hoje eu sei que consigo carregar em paz o que vier, sem deixar nada meu pra trás. E não vou mais me justificar, não precisa se preocupar, eu gosto mesmo é de amar e eu vou estar lá, onde meu corpo inteiro arrepiar. 

Enquanto eu quiser ficar.