Acordei em silêncio, me perdi em meio ao que penso, voltei ao começo, me perguntei se tinha espaço, descobri que se for por você eu faço, um buraco, um rasgo, em tudo que planejei, o que estudei, aprendi e hoje eu sei e disfarço, abro mais um maço, tropeço e me refaço. Vai te caber de um jeito ou outro, não te querer é coisa de louco, pra você, meu mundo é pouco. Correria nunca fez tanto sentido, como quando você escuta o que eu digo. Eu acordo, respiro. Que cê fez comigo? Não reclamo de mais nada, atravesso a madrugada. Não faço mais coisa errada, tô sem palavra, mas não cansada. Ajeita e traga, me guarda, não diz mais nada. Me levanto desarmada, sua voz me deixa pelada, me dispo, não me arrisco, te risco, deixa eu rabiscar sua vida e chamar de arte, em meio ao desastre, o que vier faz parte, te levo ao céu ou marte. Te tiro daqui, te faço rir, cê não vai querer dormir, eu vou ali, cê vai querer ir? Fazer meus rolê, definir uns porquê, viver. Vem eu levo você, cê tem algo a perder?
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