Se
foram os amores, levaram as flores, deixaram espinhos e um gosto amargo de
vinho tinto seco. Se foram antes que fosse cedo, então escrevo, entendendo que
minha vida é uma música de amor acústica e a solidão o meu melhor refrão, sem
sombra de dúvida.
Mas
nada mais emociona, do que entender como a vida funciona e o porquê as pessoas
se amam, quando o dia a dia se escreve na cama e o prazer rola sem drama.
Mas
já fui refém, do olhar de alguém, que te arrepia tão bem, que quando vem e tem,
você não é de mais ninguém.
E me
deixei, porque na minha cabeça, o errado é viver só de segunda a sexta. E me deixei,
porque ele foi meu final de semana, bagunçou minha vida e minha cama.
Foi
como um raio, o preço pago foi caro, eu sei, mas em ecstasy sorrio enquanto
caio e eu sempre me cuidei.
E
mesmo em meio a um amarro, não faltava cigarro, segurava enquanto trago, tirava
na hora certa, beijava a fumaça espessa, não deixava cinzas na coberta.
Meu
melhor companheiro, não foi último, nem primeiro, mas foi esperto e me deixou ir, enquanto ainda estava inteiro.
E
ele entende que 200 bpm, não era suficiente pra gente e que queremos o que vem
pela frente. Outro alguém que faça do nosso sangue frio, temporariamente quente.
Um amor que não se sustente na imprevisibilidade entorpecente.
Mas
se eu ficar entediada, talvez o telefone toque de madrugada e se ele estiver
acordado, talvez a gente vá parar em outro estado, sem ter planejado, com o
carro lotado de quem sabe que dessa vida não se leva algo e que a juventude só
se vive uma vez, como tantas vezes a gente já fez.
No
fim, nada mais emociona, do que entender como a vida funciona. Pelo menos, vivemos ao lado de quem a gente ama, antes de todo esse drama, de final de semana a final de semana. E por isso, mesmo que já não nos caiba em nossas camas, nunca nos faltará grama,
nessa...
Vida de gado
Onde centro lotado
Tinha jovem feliz.
nessa...
Vida de gado
Onde centro lotado
Tinha jovem feliz.
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