quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O que já foi lindo

Você me deu uma dor tão perfeita
Que minha lagrima desce seca...
E enquanto ela reflete e brilha
Sorrio por estar sozinha
Pois ao seu lado estive fraca
Com sua proteção que sufoca e mata
Deforma e arrasta pro comum
Que não me leva a lugar nenhum

Mas hoje mais que nunca
O frio me machuca
Enquanto voce está fugindo
E se destruindo...
Choro sorrindo
Lembrando,,, do que já foi lindo

Hoje são só escombros
Eu dando pulos e você levando tombos
Nós sabíamos que eu não te levantaria
Você é pesado e só me afundaria
Mas quem diria que o que deveria
Ser passado... duraria até hoje em dia
Mas mesmo quando a musica termina
Ainda é sobre você... a minha rima

Cada lembrança que você respira e solta
Machuca e inspira, enquanto eu me sinto morta
E com essa chama que em você já não arde
Eu vou tecendo aqui minha arte
Descendo a um inferno que foi nosso
E hoje eu já não gosto...
Da solidão,
Em meu refão...

E eu pediria perdão, se ele existisse
Mas é como alguém me disse
Nada é concreto o suficiente
Pra durar pra sempre
Nem o dia nem a noite
Quem dirá o amor, que só o tempo trouxe

O tempo trás, a vida leva
Permanecemos em guerra
Decidindo o que é ou não real
E terminamos sempre mal...
Pela mentira e pela verdade...
Mas já que estamos só de passagem
O que ficou pra trás é só bagagem...
Que fará falta mais poderá ser substituída
Pois nada além da vida
É tão importante que não pode ser perdida

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Codinome.


Dançava de noite
Chorava de dia
Dor, antes fosse
Corpo ela tinha
Codinome vadia
Ela aparecia
Quando escurecia
Dançava e sorria
Chorava de dia
Por dentro morta
Mas quem se importa
O que o mundo queria ela fazia

Só era levada
Não dizia não a nada
Era só um corpo na madrugada
Codinome chuva salgada
Caindo dos olhos
Mortos
Dela que já não é sagrada

O que houve
Talvez nem ela soube
Mas dançava
Como quem odiava e amava
Gelo e fogo
De olho em olho
De dose em dose
Melhor que qualquer hipnose

Talvez tenha sido de alguém
Que não a tratou bem
E hoje ela vem
Codinome ninguém
E indo além
De tudo que sei

De parte em parte
Seu corpo me ensinou o que é arte
Codinome vadia
Enquanto dançava eu sentia
Tudo que nela doía
E isso me agonia

Tiraram tudo que ela tinha
E ninguém sabia
Pra onde ela ia
Mas quando voltava sorria
Com olhos vermelhos na neblina
Madrugadas de purpurina
Começando onde termina
Dançando de noite
Chorando de dia
Codinome vadia.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A melhor das drogas.


Joguei minha vida fora
Do jeito que o garrincha jogava bola
Antes era só coca cola
E dormir na escola
Agora por alcool o meu corpo implora
Tenho uma liberdade falsa
E algo em mim que pra escuridão me arrasta
Sai de casa por uma boa causa
Voce era um belo par de calças
Pena que já perdeu a graça

[refrão]
Voce era o melhor enquanto era impossivel
A melhor fase mas eu já passei de nivel
Eu sou uma pessoa horrivel?
Dane-se eu não ligo
Porque eu tambem sou inesquecivel
Meu amigo
Eu não sou nada menos que o perigo
Seu gemido
Vicio do meu ouvido
E o sentido do que eu digo
Foi perdido
Enquanto eu descia pelo seu umbigo

Já fiz muitas caretas engraçadas
E coisas erradas
Agora eu quero ser o topo das listadas
Como garotas malvadas
Tente me substituir de mil formas
Mas eu sempre serei a melhor das drogas
Logo logo esquecerei seu nome
Voce é só mais um homem
Hoje voce mata minha fome
Mas das minhas lembranças até os melhores somem

[refrão]
Voce era o melhor enquanto era impossivel
A melhor fase mas eu já passei de nivel
Eu sou uma pessoa horrivel?
Dane-se eu não ligo
Porque eu tambem sou inesquecivel
Meu amigo
Eu não sou nada menos que o perigo
Seu gemido
Vicio do meu ouvido
E o sentido do que eu digo
Foi perdido
Enquanto eu descia pelo seu umbigo


Pergunte ao seu suor.


Deixemos cada vez mais alto
Ultrapassando o máximo
Altos falantes
Com graves gigantes
Não serão suficientes
Pra abafar o barulho entre a gente
Você sabe que ninguém fará melhor
Encharcada com seu suor

Então quando cansar da farsa 

E da fumaça 
Que sem mim não tem graça
Talvez eu ainda esteja aqui em casa
Pra sacudir seu mundo
Te mostrar o nada e o tudo
Entre gritos e gemidos
Criando e destruindo mitos
Sendo a contradição e a razão 
De toda a sua ação
Dona do que chamam de coração
Te mostrando o quão não tem graça estar são

Nós pelados

Entre destilados e esfumaçados
Vidros embaçados
E não se esqueça... nós suados
Entre nós sem pontas
E a inexistência de outras garotas
Porque eu sou a melhor
Na duvida, pergunte ao seu suor

Sou como um fantasma
Que corta suas asas
Queimo como brasa
Esqueça o rumo de casa
Não precisa da lembrança
Sou o esquecimento e a esperança
O futuro e o presente
O que odeia mais sente

Não vão julgar pois faço isso direito

E do meu próprio jeito
Me de o que quero
Te dou o que gosta
Queimemos no nosso próprio inferno
De frente e de costas 
Foda-se se isso está sujo
Nosso prazer é puro
No claro e até no escuro
Rápido e forte, como os versos 
É só o que eu te peço

Então quando cansar da farsa 

E da fumaça 
Que sem mim não tem graça
Talvez eu ainda esteja aqui em casa
Pra sacudir seu mundo
Te mostrar o nada e o tudo
Entre gritos e gemidos
Criando e destruindo mitos
Sendo a contradição e a razão 
De toda a sua ação
Dona do que chamam de coração
Te mostrando o quão não tem graça estar são

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Meu coração de três pontas.

 Queria uma dor diferente hoje a noite
Diferente de tudo que você me trouxe
Algo que me fizesse respirar fundo
E lembrar que eu sempre supero tudo
Pois isso doí tanto que anestesia
E tudo se repete dia após dia
Eu esperando que você se importe e volte
Sabendo que não há sorte que te traga essa noite

Então eu respiro e continuo aguentando
Segurando lagrimas que vão me sufocando
Revisando os erros que cometi por medo
De ver o futuro escorrer pelos meus dedos
Matando eternidades com verdades mentidas
Musicas são repetidas e lagrimas de vidro derretidas

Planos desmoronam como prédios em setembro
Respirar doí porque até do cheiro eu me lembro
Já faz tanto tempo e amanha fará mais
Mas alguma hora, terei que deixar pra trás
Porque o passado queima, e me algema
Num sentimento digno de pena

E se minha vida é um filme
Eu não quero que em romance termine
Então te enterrarei de uma vez por todas
No meu coração de três pontas
Onde duas se encontram
E o porque não é da sua conta.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O que há além?

É tarde pra me exigir sanidade, de uma olhada pra cidade, onde eu cresci e a bagunça que é tudo isso aqui.
Construí meu castelo aqui no chão, da rua da contradição, onde ratos comem gatos e humanos tem coração.
Entre campos minados, sorrisos forçados, e gritos calados que ecoam no ego, construindo muros do tamanho de prédios, dando a mesma segurança que torna a vida um tedio.
Vídeo games simulando infâncias que crescem embrulhadas na ganancia, matando crianças e criando manchas previsíveis que arredondam conta,
Pessoas que nasceram só pra morrer, concreto que cerca seres moldados pela tv, qualquer um enxerga mais ninguém vê, o que há além de viver?

Quanto nada resta.


Me construí com lembranças
Sobrevivo pelos tempos de criança
Busco a eternidade que ninguém alcança
Mas não sei ter esperança

Faço chover com os olhos
Mas não choro
Sangro força pelos meus poros
Quando nada resta eu oro

Não sei pra que deus
Sei que ele é diferente dos seus
E a culpada sou sempre eu
Por tudo que já me corroeu ou protegeu

Sigo meu instinto
Acredito no que vejo e sinto
O que é real é sempre bem vindo
Quando vem em notas é ainda mais lindo

Não é o mais importante
Mas me compra uns alto falantes
Livros pra um cérebro rimante
E abre portas que nem existiam antes

Do que eu sou feita
Não se encontra em receita
Não significa que sou perfeita
Mas, sou humana e isso você aceita


Não ficamos.


Somos a dança
Ensaiados desde crianças
Não podemos errar passos
A pratica não admite fracasso
Buscamos perfeições
Que não cabem em nossas mãos
Precisamos de todo o corpo
Pra nos manter no jogo

Somos feitos de medos
Colecionamos terços
Até nós que não rezamos
Fraquejamos
Até nós que dançamos
Fraquejamos

Não dependemos de musica
Mas preferimos usa-la
Porque ela nos completa
Funciona como uma seta
Indicando o próximo movimento
Palco a dentro
Caímos no ar ou voamos no chão
Nossos sentimentos ditam a direção

Somos feitos de medos
Colecionamos terços
Até nós que não rezamos
Fraquejamos
Até nós que dançamos
Fraquejamos

Mas no chão não ficamos
Não, não ficamos
Nós voamos,
Porque nós nos preparamos.

Até nós que dançamos
Fraquejamos
MAS NO CHÃO, NÃO FICAMOS.


domingo, 30 de setembro de 2012

Um pássaro caído do ninho.



Preciso ir pra longe, longe de tudo
Durante a noite, pois hoje eu não durmo
Preciso ir pra longe, longe de tudo
Porque o escuro não mente
E o silencio protege a gente

Protege a gente das escolhas do mundo
Que não queremos, mas aceitamos
Porque com palavras fraquejamos
Dizer não é complicado, então aceitamos
E nisso perdemos quem somos
E sentimos falta porque fomos

Fomos embora
Fora de hora
E nem tudo tem volta
As vezes trancam-se as portas
E temos que encontrar outro caminho
Como um pássaro caído do ninho
Mas um que caiu porque pulou
E só ai ele voou, só ai ele voou

Preciso ir pra longe, longe de tudo
Durante a noite, pois hoje eu não durmo
Preciso ir pra longe, longe de tudo
Porque o escuro não mente
E o silencio protege a gente

Sou sua musica preferida
Mas não controlo minha própria vida
Por isso estou sempre de partida
Nem sempre após despedidas
Nem sempre dá pra dizer adeus
E sair cantando pneus
Mas sou um pássaro caído do ninho
Um que vooa melhor sozinho
Eu e correntes somos água e vinho

Preciso ir pra longe, longe de tudo
Durante a noite, pois hoje eu não durmo
Preciso ir pra longe, longe de tudo
Porque o escuro não mente
E o silencio protege a gente

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Criada pra ser mais.


.
Continuo fazendo minhas malas
Engolindo palavras que morrem caladas
Não me apegando a lugar nenhum
Sendo notada como os que fazem zum zum zum
Mais uma submundana
Rimando porque ama

Sigo repetindo frases, crases, fases
Sou a poeira depois das catástrofes
O que sobra da guerra e das pazes
Livre como as aves
Só que meu voo não tem destino
Eu apenas, desenho, escrevo, rimo

Não pretendo chegar a lugar nenhum
Não pretendo ser o numero Um
Sou o Zero
Mas sou quem eu quero

Meu sorriso é o mais sincero
Sou a sabedoria do velho
A agonia do vermelho
Sou a falta de dinheiro
Sou a mesma até no espelho
A rainha do formigueiro
A pequena fazedora de grandezas
Um pote de fraquezas

No meu rosto o sorriso triste
De quem esqueceu que deus existe
Ou quem sabe ele esqueceu de mim
Tudo que eu sei é que não sou o fim
Sou o começo, sou o preço
Sou o lado certo e o avesso

Sou quem eu sou pra quem interessa
O começo, não o final da festa
A reza e o milagre
A luz e o sabre
Sou a contradição e o nexo
Só mais um resultado do sexo
Feita por meus pais
E criada pra ser mais


sábado, 21 de julho de 2012

Como quem rasga uma folha.


Que tal um começo
Com o sofrimento do preço
Do silencio
De quem queria dizer algo
Mas ficou calado
E enquanto apenas se calou
O presente simplesmente passou

Tudo tão diferente
Não acostumou sua mente
E como em um grito
Estridente como apito
Ela resolve ir de vez
Pra longe de todos vocês

Foi sua melhor escolha
Como quem rasga uma folha
Ela apenas rasgou a si mesma
Numa fria manha de terça
Talvez alguém a esqueça
Mas continuará na minha cabeça

Sinto sua falta
Mas não a quero de volta
Seria egoísmo
Botemos a culpa no destino
Nunca nos seus pais ausentes
Isso seria muito pras suas mentes
Prefiro eu mesma me sentir culpada
Eu deveria, mas não falei nada

Ainda tenho flashs de seu sorriso
Espero que estejam existindo no paraiso
E se essa besteira existir
Nós iremos rir ai
Mas eu acho
Que só até me mandarem pra baixo

terça-feira, 10 de julho de 2012

Não lembrados.

Eles estudando, eu compondo
Era sempre igual, tudo tão normal
Eles se amando, eu me armando
Tudo sem sal, até o sopro final

Eles brincando, eu me preparando
E agora eles vão aplaudir, sem saber de onde sai
Sem imaginar que estive lá aos seus lados
Entre os fantasmas e as sombras dos não lembrados

O que eles podiam me ensinar não me satisfazia
E quem diria que sozinha o mais difícil eu aprenderia
Coisas como a dor, o amor, o sangue e sua cor
Ganhar de um lutador, pensar como um vencedor

Eu me ensinei
Ser quem eu me tornei

Eles chorando, eu suportando
A vida batendo, eu sobrevivendo
Eles andando , eu correndo
Eles tentando, eu fazendo

Eles brincando, eu me preparando
E agora eles vão aplaudir, sem saber de onde sai
Sem imaginar que estive lá aos seus lados
Entre os fantasmas e as sombras dos não lembrados

Jogadora cansada.

Prometemos mais do que cumpriremos
Porque gostamos do sorriso de quem amamos
Nós não ganhamos nem perdemos, jogamos
Porque achamos que devemos
Tipo mega sena, você joga porque gosta de sonhar
E não porque acha que vai ganhar

Não controlamos nossos planos
Eles se vão com os anos
Desistimos de tudo, não decidimos nada
Jogados sempre pra próxima estrada
Sem chegar ao fim da ultima trilhada
Sempre se trata de uma próxima jogada
E eu sou a jogadora cansada

Exigiram tanto, e eu fiz tão pouco
Pressão deixa qualquer um louco
Eu me mantive firme, mas não forte
Sendo sempre um cão de pequeno porte
Que não faz mais do que, o que qualquer um pode

Mas pra mim já chega disso tudo
Já tá na hora de existir um lugar meu no mundo
Eu serei a reviravolta, na minha e na sua rota,
Não terá volta, se é que isso importa
O passado ficara enterrado
No lugar de onde não deveriam ter tirado

Quem eu fui será ofuscado por quem eu sou
Onde eu fui não será lembrado porque agora eu vou
Pra onde desprezo não me encontra
Traga-me essa desgraça de conta
Porque agora eu posso comprar até você
Controlar o que passa na tv
E você será a rizada de quem não entendeu a piada
Porque eu sou a jogadora cansada, DE SER DERROTADA.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Maiores que podemos.


As coisas aqui nem são tão interessantes
Eles andam por mim como se fossem gigantes
E eu ainda sonho agitar auto falantes
Mas estou ocupada na luta pelas coisas importantes
Sem importância pra minha felicidade
Pois choro pelos lados, coisa da idade
E minhas verdades, e antigas realidades
Estão sempre de passagem

E cada um que deixa o presente
Cada um a menos, me deixa mais impotente
E tudo fica tão diferente
Acordamos em uma vida que não queremos pra gente
Estamos presos, e cada vez mais presos
Em uma prisão criada por nossos próprios medos
Vendo nossa vida escorrer por nossos dedos
Escravos do desejo, de sermos maiores que podemos.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Coisas que nem eu entendo, vivendo.

Se segurando, contendo lagrimas, arrancando paginas, fazendo as malas, quebrando guitarras, decorando falas, ignorando desculpas, comprando perucas, acumulando coisas malucas.

Fugindo, rindo, sem saber onde tá indo... Acordando, dormindo, destruindo concepções velhas, de pessoas que assistem novelas. Quebrando rotinas, de meninas iguais, se transformando sem olhar para trás.

Crescendo, matando, morrendo, fazendo coisas que nem eu entendo, correndo rumo a nada, se mantendo viva, até a próxima parada, cansada, nunca assustada.

Armada até os dentes, confundindo mentes, entre os diferentes, realidade nada aparente, decisões inconseqüentes, causa e conseqüência, uma porta pra demência, num mundo que não age na transparência.

Vencedores, derrotados, medo e coragem lado a lado, ainda fugindo, chorando e rindo, acordando, dormindo, tudo continua igual, nada normal, coisas erradas e madrugadas, mentiras bem contadas, sem usar palavras, olhares a deixam pelada.

O amor à arte.


A minha arte é baseada em meus sentimentos, os quais estão em constante mudança, o que me impossibilita entendê-los, ou até mesmo explicá-los.
Não sei por que a crio, talvez seja amor ou até mesmo falta de algo melhor para fazer. Quem sabe um pouco de vontade de marcar meu território, ou fazer coisas diferentes baseadas em outras pré-existentes, existem tantas possibilidades, e essas muitas possibilidades também podem mudar de acordo com a hora o dia e meu humor.
Sou complicada, sou humana, me sinto um quebra cabeça, e amo sê-lo, quero que me desvendem, talvez ser desvendada é tudo que eu anseio. Mas talvez, só talvez, porque quando falo de mim, tudo depende de algo. Algo que também vai depender de outras mil coisas.
Se me perguntarem qual é a minha arte, não saberei dizer se são meus desenhos amadores, as minhas letras de musica não terminadas e sem melodia, ou as historias inventadas que estão na minha cabeça para serem contadas, quem sabe até terei outras respostas.
Ensinaram-me que um bom escritor sabe colocar a técnica de escrita a frente de seus sentimentos, por um tempo tentei faze-lo, mas foram tentativas frustradas, minhas letras ficaram mecânicas e forçadas, não me agradaram. E por mais que eu queria reconhecimento e elogios, agradar a mim mesma sempre será o mais importante. Não adianta ser reconhecida em uma arte que eu mesma não me reconheço. É mais frustrante que ver o que eu escrevo morrer sobre meus olhos em uma tela de computador.
Não houve incentivo ao amor à arte por parte da minha família, me parece que eles sempre estiveram muito ocupados para parar e aprecia-la. Não sei onde aprendi, ou quando comecei ver beleza em tudo, tanto nas verdadeiras belezas quanto nas coisas julgadas feias. Consigo ver beleza na dor, no sofrimento, na morte, na guerra, na paz e principalmente no que é contraditório, vejo-a em realmente tudo, nas coisas pequenas e nas grandes, nas simples e nas complexas, mas pouca coisa me tenta mais que o ser humano em si.
Não me interesso por todos é claro, alguns são como as pedras já citadas por mim em outros textos, só são chutados de acordo com a vontade alheia, não escolhem pra onde vão se mover. Mas existe uma minoria formada pelos que anseiam mudanças, sujam suas mãos pelas suas causas, os dispostos a lutar e a aprender coisas novas, que sonham com a eternidade de seus nomes; com eles eu me identifico.
São personagens como esses que dá gosto de assistir em filmes, e lê-los em livros, são pessoas como essas que quero na minha vida. O triste é que são cada vez mais raras. Na teoria muitas são assim, na pratica é diferente. Estamos cercados de pessoas empurrando a vida com a barriga e vivendo vidas que não querem para elas, não por suas culpas, mas culpa da cultura e do modo de vida, do lugar onde cresceram que reprime seus sonhos antes dessas pessoas pensarem em lutar por eles. Eu sei bem como é isso.

sábado, 28 de abril de 2012

Espantalhos.


Sonhos morrem por aqui
Antes de conseguirmos dormir
É o ano que nascemos, a cidade que vivemos
O tempo que não temos
Palavras mudas, acabando com as lutas
Antes serem lutadas,
E todos sempre fazendo malas
Deixando saudades apertadas, guardadas
Esquecidas, escondidas em novas vidas,
Feridas, com partidas, sem chegadas
Pessoas não terminadas, coisas não mudadas
Do nosso dia a dia, então apenas sorria
Porque nada mudará essa rotina
Eu não tentaria, você temeria,
E quem é que aguentaria o novo
Tudo seria tão louco
Então continuemos, aceitemos
O conhecido, nosso pequeno mundo
Pois quem aguentaria a mudança de um tudo
E que os fortes distribuam forças, para nós moças
Que precisamos da fraqueza, pra fazer de sua proteção nossa riqueza
Aos cegos de alma, os que só enxergam o obvio
Foda-se a calma, lhes aconselho o ódio
O interessante, pra essa vida tão piegas
De nós os jovens, que engolimos merdas, com os ouvidos
Não vivendo, mas mantendo-nos vivos
Queimando livros, aceitado o que é prometido
Mas nunca cumprido
De cabeça baixa para os inimigos
Aceitando a pedidos, de loucos mais perdidos
Terminando feridos
Cansados, terminando terminados,
Negando, mas derrotados, sendo esbranquiçados
Até a transparência,
Apagados.

terça-feira, 13 de março de 2012

Antes do primeiro

  O ruim sobre crescer, não é ficar cheio de responsabilidades e longe dos amigos. É pensar demais, fazer de menos, não se permitir errar...
  Perder a essência dos rabiscos criativos e exigir muito do desenho que acaba ficando sem graça. Ruim é deixar de se sujar de terra e parar de brincar por medo de ralar o joelho.
  O pior é achar que sabemos demais e perdermos a vontade de aprender, é esquecer as coisas simples, e deixar os sorrisos e as brincadeiras na chuva serem sugadas e apagadas pela falta de tempo.
  Passamos a nos preocupar demais com o amor, e não nos permitirmos mais chorar pela dor. Aparece o medo de terminarmos sozinhos, percebemos que nossos pais pensam que não precisamos mais de proteção, tudo se resume a preocupação.
  É difícil olhar pra trás porque sabemos que os bons tempos não voltam, e que teremos que ser muito fortes, independente do quanto conseguimos ser.
  O presente cobra, a gente paga, e o futuro nem sempre cumpre com o prometido. Mas a vida é feita de fases, umas melhores do que as outras, mas todas necessárias. Não podemos parar no tempo, só os fracos ficam pra trás. E se a vida é uma corrida que cheguemos antes do primeiro.
- K. Zero

sábado, 3 de março de 2012

10 maneiras disso e daquilo é coisa pra gente comum, e ser comum nunca teve graça!

Namoral, eu não sei nada sobre o amor, mas sei o suficiente pra entender que todo esse papo de “10 maneiras para ser amada”, não passa de dicas pra mulheres comuns, chamar atenção de homens mais comuns ainda...  E como todos nós sabemos cada caso, é um caso totalmente diferente...
Cada pessoa tem sua personalidade, suas vontades, seus desejos, e suas loucuras.
E todo esse papo de: “seja isso ou aquilo”, só vai agradar a maioria, e pode ter certeza que não é a maioria que você quer... Porque as melhores coisas da vida são únicas, e o amor não é uma exceção.
Se for pra existir amor que nasça de quem você é, de um sorriso recíproco, de um desenho animado tosco que você gostava na infância, da paixão em comum pela arte, pelo cinema, ou por qualquer coisa, por mais que essa coisa pareça idiota.

O mais importante não é saber que não dá pra confiar nesse tipo de dicas... E sim entender que o amor não é algo que vai surgir do nada quando você está carente.
O nosso dia a dia, e a sociedade em que vivemos, faz agente acreditar que precisaremos de um companheiro(a) para sermos felizes.
E principalmente nós mulheres, buscamos tanto a felicidade no parceiro, que acabamos nos perdendo totalmente, e esquecendo quem somos, perdendo toda a nossa personalidade, e tentando em vão lutar por algo que de inicio acreditamos ser o amor, e que na verdade não passa de carência.

Das coisas que eu aprendi com o tempo, o que eu mais achei legal, foi entender que a felicidade está por toda parte... Em uma musica antiga que eu ouvia no carro com o meu pai durante uma viagem, em um sorriso do meu irmão quando me conta que ganhou um jogo e vai pra final no campeonato de futebol, em uma tarde de filme, ou só de conversa com os amigos, nas brincadeiras de criança, no carinho no olhar de qualquer pessoa por perto, na atenção que alguém dá as nossas palavras...
Há felicidade por toda parte, basta olhar ao redor e sorrir, porque ter vida e ter o direito de escolher sorrir ou não já é um grande motivo para se sentir bem...              Pelo menos pra mim é.

E quanto ao amor, ele vem com o tempo, pode até não vir, sei lá, mas o mais importante é viver, sorrir com o que te faz feliz, e fazer o que você ama sem depender de ninguém. A maior conquista é ter uma personalidade, e uma opinião própria, o resto vem de acordo com quem você é e sonha...
Porque se você for uma pessoa inteligente, divertida e de bem com a vida, com certeza uma pessoa legal vai aparecer na sua vida, e se você não for, não importa, porque independente do seu jeito, sempre vai ter alguém no mundo pra te amar... Mesmo que esse alguém seja você. Porque se você se sente bem com quem você é, você abre a porta pra que as pessoas também se sintam bem ao seu lado.
-K.zero