Me construí com lembranças
Sobrevivo pelos tempos de criança
Busco a eternidade que ninguém alcança
Mas não sei ter esperança
Faço chover com os olhos
Mas não choro
Sangro força pelos meus poros
Quando nada resta eu oro
Não sei pra que deus
Sei que ele é diferente dos seus
E a culpada sou sempre eu
Por tudo que já me corroeu ou protegeu
Sigo meu instinto
Acredito no que vejo e sinto
O que é real é sempre bem vindo
Quando vem em notas é ainda mais lindo
Não é o mais importante
Mas me compra uns alto falantes
Livros pra um cérebro rimante
E abre portas que nem existiam antes
Do que eu sou feita
Não se encontra em receita
Não significa que sou perfeita
Mas, sou humana e isso você aceita
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