segunda-feira, 15 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
O que há além?
É tarde pra me exigir sanidade, de uma olhada pra cidade, onde eu cresci e a bagunça que é tudo isso aqui.
Construí meu castelo aqui no chão, da rua da contradição, onde ratos comem gatos e humanos tem coração.
Entre campos minados, sorrisos forçados, e gritos calados que ecoam no ego, construindo muros do tamanho de prédios, dando a mesma segurança que torna a vida um tedio.
Vídeo games simulando infâncias que crescem embrulhadas na ganancia, matando crianças e criando manchas previsíveis que arredondam conta,
Pessoas que nasceram só pra morrer, concreto que cerca seres moldados pela tv, qualquer um enxerga mais ninguém vê, o que há além de viver?
Construí meu castelo aqui no chão, da rua da contradição, onde ratos comem gatos e humanos tem coração.
Entre campos minados, sorrisos forçados, e gritos calados que ecoam no ego, construindo muros do tamanho de prédios, dando a mesma segurança que torna a vida um tedio.
Vídeo games simulando infâncias que crescem embrulhadas na ganancia, matando crianças e criando manchas previsíveis que arredondam conta,
Pessoas que nasceram só pra morrer, concreto que cerca seres moldados pela tv, qualquer um enxerga mais ninguém vê, o que há além de viver?
Quanto nada resta.
Me construí com lembranças
Sobrevivo pelos tempos de criança
Busco a eternidade que ninguém alcança
Mas não sei ter esperança
Faço chover com os olhos
Mas não choro
Sangro força pelos meus poros
Quando nada resta eu oro
Não sei pra que deus
Sei que ele é diferente dos seus
E a culpada sou sempre eu
Por tudo que já me corroeu ou protegeu
Sigo meu instinto
Acredito no que vejo e sinto
O que é real é sempre bem vindo
Quando vem em notas é ainda mais lindo
Não é o mais importante
Mas me compra uns alto falantes
Livros pra um cérebro rimante
E abre portas que nem existiam antes
Do que eu sou feita
Não se encontra em receita
Não significa que sou perfeita
Mas, sou humana e isso você aceita
Não ficamos.
Somos a dança
Ensaiados desde crianças
Não podemos errar passos
A pratica não admite fracasso
Buscamos perfeições
Que não cabem em nossas mãos
Precisamos de todo o corpo
Pra nos manter no jogo
Somos feitos de medos
Colecionamos terços
Até nós que não rezamos
Fraquejamos
Até nós que dançamos
Fraquejamos
Não dependemos de musica
Mas preferimos usa-la
Porque ela nos completa
Funciona como uma seta
Indicando o próximo movimento
Palco a dentro
Caímos no ar ou voamos no chão
Nossos sentimentos ditam a direção
Somos feitos de medos
Colecionamos terços
Até nós que não rezamos
Fraquejamos
Até nós que dançamos
Fraquejamos
Mas no chão não ficamos
Não, não ficamos
Nós voamos,
Porque nós nos preparamos.
Até nós que dançamos
Fraquejamos
MAS NO CHÃO, NÃO FICAMOS.
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