Foda-se a Métrica
terça-feira, 31 de março de 2026
segunda-feira, 16 de março de 2026
paixão capitalista
mas talvez queira saber
sábado, 14 de fevereiro de 2026
tudo vai ficar bem se o volume terminar em Zero e F-5
o rádio continua terminando em Zero ou 5
um dia, lá na frente,
espero conseguir aumentar ou abaixar
somente o suficiente
hoje já não reclamo de dias quentes,
fome, se eu disser que sinto, minto,
as coisas perderam o gosto, a cor e o brilho
mas o rádio continua terminando em Zero ou 5
não se trata de esperança
resta sequer uma última dança
consciente, sigo em frente,
um dia de cada vez, da forma que é possível
enquanto o rádio permanece final 0 ou 5
saudade rasga meu peito
antes mesmo de você realmente ter partido
espero um dia conseguir ajustar o volume
sem que machuque tanto
1, 2, 3, 4 e tudo que me mata por dentro,
vou embora em breve, exatamente por isso
pra onde realmente não adiante mais
achar que você vai voltar em algum momento
se o volume do rádio ficar na metade ou inteiro
em tracinhos, Zero Kira ou Five A CiNco.
quinta-feira, 2 de outubro de 2025
terça-feira, 9 de setembro de 2025
zero e inteira
trocaria o seis, a meia dúzia e até os doze por um. então sigo zero e inteira. tem outras coisas pra fazer da vida de segunda a sexta-feira.
quarta-feira, 20 de agosto de 2025
domingo, 8 de junho de 2025
Ex chegados (Playlist do adeus)
Não precisa rasgar páginas pra escrever novas metas, tente se dobrar pra caber e a vida te ejeta. Sentei para escrever e me organizar, tem coisa que só na base do papel e caneta se acerta.
Questão de sobrevivência, não se vive muito de aparência, não se vive muito anestesiando luto em álcool, substâncias e fumo. Chorei meus mortos, enterrei uns vivos, doí tanto quanto, juro.
Dó que seja só na nota, que eu continue contando as notas. Papel que seja só pra escrever e nunca de vítima.
Corri por toda minha vida, desde antes de fugir a primeira vez, sob um novo vulgo, né Kira?! Hoje posso andar em paz, ignorar as críticas. Não pagaram minhas contas ou choraram minhas lágrimas, mas querem apontar minhas dívidas. Certos demais de si e até de mim, que sou atravessada de dúvidas e corri atrás das respostas, por toda minha vida. Hoje sigo buscando o que é do Outro e quem é Walkiria.
Subidos no alto de um pedestal desestruturado e de areia, agem como se fossem irretocáveis, como se eu não soubesse de tudo que sei. Mas sigo fazendo minha parte, correndo meus corres, chorando minha arte. Como diz o Padrim: "o retorno é a única lei". Ao menos minhas duas caras sempre estiveram sob a mesa, enquanto amei ou odiei. Das minhas certezas sempre duvidei, eu errei, eu sei.
BK, Emicida, Djonga, Borges e FBC, todos rimando sobre ex chegados, inimigos, traidores, ratos. Mas no fim, nem tudo tem um lado, resolução, encerramento, refrão ou um novo pacto.
Deixem que os dedos apontem, não me alcançam. Não sabem a direção, fui embora. Talvez ainda me afeta, então não me contem. Como canta Gustavo, hoje já me sinto bem melhor que ontem, não importa as mentiras que lhe contem.
Não há culpas, não desperdice suas desculpas, escolhas foram feitas antes que o primeiro virasse as costas. Nunca fui santa, não preciso reafirmar o óbvio, mas meu único arrependimento é só de não ter voltado pra casa mais cedo. Antes de ser consumida por todas essas paranóias delirantes. Então é adeus e não até logo.
Rascunho:



