quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Pelo que cê qué ser lembrado?
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Estive evitando a escrita, já que falta a batida e eu não quero pensar sobre a vida, mas por ironia, sem rima eu não me sinto Kira.
Cheguei a me perguntar se ainda sabia escrever, mas é só questão de ligar o PC.
O tempo não pesa é nos braços
É no quarto sem espaço
É passo a passo
O que mata é o vício não o maço
A existência é um fardo
Há pouco de mim no que falo
Dia a dia me faço e refaço
Me encaixo, fujo, me afasto
Em silêncio me disfarço
De garota comum
Rindo de piada ruim
Segurando por ai
Casco de litrão
Pra trocar na promoção
E esquecer mais um dia que passou
Sem que eu tenha refrão
O tempo não pesa é nos braços
É em todos os sonhos deixados de lado
Em todos os fatos
E todas as confusões evitadas
Quando preferi ficar calada
Mesmo com a opinião formada
O Mic aberto e a rima bolada
O que mata é o vício não o maço
É seu abraço e meu sorriso fácil
É a coceira que me dá na nuca
Já que o que realmente machuca
É ser uma boa namorada
Porque no meu mundo eu sou amada
Mas é pela Submundo que eu quero ser lembrada
sábado, 7 de janeiro de 2017
Jovem Espantalho.
Sonhos morrem por aqui
Antes de irmos dormir
É o ano que nascemos,
A cidade que vivemos
O tempo que não temos
Entre palavras mudas,
Que finalizam lutas
Antes de lutadas,
Enquanto todos fazem malas
E deixam saudades apertadas,
Escondidas em novas vidas,
Que são vividas
Entre feridas,
Deixadas
Por partidas,
Sem chegadas
E pessoas não terminadas,
Nada mudará essa rotina
E quem aguentaria
O novo
É para poucos
Talvez os loucos
Então mantemos
O conhecido,
E deixa pros nossos filhos
O lugar onde deveríamos
Ter ido.
Enquanto os fortes distribuem forças,
Para nós moças
Pois é da fraqueza,
Que fazemos
De sua pouca fé
Nossa riqueza
E aos cegos de alma,
Os que só enxergam o obvio
Foda-se a calma,
Lhes aconselho o ódio
O interessante,
Pra essa vida tão piegas
De quem não brinca com a sorte
Nem quer ir à Vegas
E vive em frente a TV
Sem perceber
Que quem não sai ao sol
É esbranquiçado
Até a transparência,
E apagado
A sete palmos do chão
E nenhum refrão.
*2012 modificada em 2017.
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