domingo, 15 de dezembro de 2013

Hoje ela sorri.

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Tinha um sorriso puro e esperança no futuro, num mundo tão duro, via magica no escuro, sem medo da claridade da realidade, movida por saudade, com o direito de chegar tarde, vivia sem fazer muito alarde, mas vivia de verdade.
Linda e contraditória, sonhava com vitória, não com gloria, queria paz e a mudança que a guerra traz, sabia que o mundo sempre pode nos dar mais, não se apegava a reais, que compram as pessoas iguais.
Podem dizer que ela não foi nada, mas nunca que não foi amada, era como a madrugada, te dava o que no dia faltava, e não cobrava.
Mas ela era humana, que ama, e como um pavio esperando sua chama, às vezes se perdia em sua cama, se acorrentando a objetivos, querendo salvar jogos perdidos, esquecendo os livros lidos e a maturidade dos anos nas costas, fazendo apostas, sem controle sob o ganhador, fingindo que acredita no amor.
Mas hoje sorri se sentindo sóbria, se sentindo mais ela, menos morta, sozinha trancando a porta, pra não ter volta, batendo a poeira dos sonhos que são tudo o que importa, encontrando o que perdeu na rota até aqui, e finalmente hoje ela sorri.