segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Meu amor

Se deitar agora dorme tranquilo
Não entende o que fez comigo
Se eu for embora agora, tudo bem
Ele me substituirá por alguém
Então acho que chegou minha hora
Porque eu sou uma lagrima
E ele não chora
Porque eu sou uma pagina rabiscada
E ele não tem interesse 
Não tem interesse de ler nada

Meu amor dorme tranquilo essa noite

Porque pra ele foi deus que me trouxe
E deus vai me tirar quando for melhor
Mal sabe ele que poderia ter me dado valor
Mal sabia ele, mal via ele, mal ouvia ele 
Que o que eu sentia era o verdadeiro amor

Mas isso não resistiu à noite

E quando acordei, a sua ausência
Paz me trouxe

Meu amor tirava as coisas do lugar

Porque sabia que eu ia arrumar

Mas meu amor e agora?

Acho que já chegou minha hora
Espero que você se cuide
Eu fiz o que eu pude
Mas é você ou minha saúde
E eu cansei de ser uma lagrima
Porque você não chora
Eu cansei de ser, eu cansei agora
De ser a pagina rabiscada que você não lê
Eu cansei de ser um filme seu 
Que todo mundo quer ver
Menos você
Meu amor só você não vê
Que eu não sou pra sempre
Meu amor só você não vê
Que eu sempre amei você

Mas todos os nossos verbos

Irão pro passado em meus versos
Porque o custo tem sido alto
E o beneficio vago
E eu não quero mais pagar 
Com a chuva dos meus olhos
Um amor, pelo qual só eu oro

Então eu lavo cada um de minhas mãos

Rezando pra que não tenha sido em vão
Que você durma tranquilo
Mas que sonhe comigo
E acorde de verdade
Antes que seja tarde



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Meu livro velho

-
Eu ainda vou embora, não agora
Por todas as coisas que você não disse na hora
Eu ainda vou embora, mas não agora
Porque cê é o toddy 
Do fundo do meu copo de leite
Cê sabe, que como ninguém pode 
Você mexe com a minha mente
Cê é a meia certa pros meus pés
O sentido pra minha língua dormente 
Queimada de café
Meu livro velho cheirando pó 
Minha garganta dando nó
Meu cigarro pela metade
O dia frio que me invade
E devasta
Enquanto eu acho graça
E faço de graça
Pedindo em troca que não seja uma farsa

Eu ainda vou embora, não agora
Por todas as coisas que você não disse na hora
Porque eu me senti 
Implorando atenção
Presa a só um refrão
E por você menti
De todo meu coração
Pra proteger cada uma de suas versões
Mas mesmo quando estamos sóbrios
Nunca estamos sãos
E eu nunca sei se é onda ou amor
Nunca sei se é vicio ou dor
Se é cinza ou se tem cor
Porque a fumaça sempre é densa
Faz minha cabeça
Me lembrando você...
Não que alguém esqueça...

Você é o veneno do meu antidoto
Distante mesmo que comigo
Um quebra cabeça com peças queimadas
Um amontoado de perguntas que não significam nada
Minha métrica torta e errada
Me provando que na vida ou você erra
Ou aceita o fim da guerra
Que nos possuirá da paz que mata de tédio 
Sem receita pra esse tipo de remédio 
Vamos atrás do que cura a agonia
Do dia a dia
Através do eco do seu silencio
Na vida eu ponho um preço
Que não se pode pagar
Apenas trocar pela alma
Então calma... 

Porquê eu e você
O que temos a perder
Além de nós mesmos?
Então... vamos até o alto
Ver se no próximo ato
A queda vai machucar 
Ou matar
Manchando de sangue
Nosso romance

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Castelos de areia.

Construído na areia
Perto de mais do mar
Você poderia conjugar
Mas não é verbo
Quando não se pode nomear

Na fumaça some
E consome
Com a fome
De quem já teve tudo
Mas se perdeu
Pra viver num mundo
Sem lugar para os loucos
Que somem aos poucos

Mas depois de cada trago
Ainda falta algo
Você sabe
O mundo vai além
Mas você quer alguém
Pra construir castelos de areia
Que cairão de primeira
Mas enquanto existem incendeiam
O sangue em suas veias

Na meia noite que será inteira

Perdoar.

https://soundcloud.com/walkiria-felix/perdoar