quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Meu livro velho

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Eu ainda vou embora, não agora
Por todas as coisas que você não disse na hora
Eu ainda vou embora, mas não agora
Porque cê é o toddy 
Do fundo do meu copo de leite
Cê sabe, que como ninguém pode 
Você mexe com a minha mente
Cê é a meia certa pros meus pés
O sentido pra minha língua dormente 
Queimada de café
Meu livro velho cheirando pó 
Minha garganta dando nó
Meu cigarro pela metade
O dia frio que me invade
E devasta
Enquanto eu acho graça
E faço de graça
Pedindo em troca que não seja uma farsa

Eu ainda vou embora, não agora
Por todas as coisas que você não disse na hora
Porque eu me senti 
Implorando atenção
Presa a só um refrão
E por você menti
De todo meu coração
Pra proteger cada uma de suas versões
Mas mesmo quando estamos sóbrios
Nunca estamos sãos
E eu nunca sei se é onda ou amor
Nunca sei se é vicio ou dor
Se é cinza ou se tem cor
Porque a fumaça sempre é densa
Faz minha cabeça
Me lembrando você...
Não que alguém esqueça...

Você é o veneno do meu antidoto
Distante mesmo que comigo
Um quebra cabeça com peças queimadas
Um amontoado de perguntas que não significam nada
Minha métrica torta e errada
Me provando que na vida ou você erra
Ou aceita o fim da guerra
Que nos possuirá da paz que mata de tédio 
Sem receita pra esse tipo de remédio 
Vamos atrás do que cura a agonia
Do dia a dia
Através do eco do seu silencio
Na vida eu ponho um preço
Que não se pode pagar
Apenas trocar pela alma
Então calma... 

Porquê eu e você
O que temos a perder
Além de nós mesmos?
Então... vamos até o alto
Ver se no próximo ato
A queda vai machucar 
Ou matar
Manchando de sangue
Nosso romance

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