sábado, 7 de janeiro de 2017
Jovem Espantalho.
Sonhos morrem por aqui
Antes de irmos dormir
É o ano que nascemos,
A cidade que vivemos
O tempo que não temos
Entre palavras mudas,
Que finalizam lutas
Antes de lutadas,
Enquanto todos fazem malas
E deixam saudades apertadas,
Escondidas em novas vidas,
Que são vividas
Entre feridas,
Deixadas
Por partidas,
Sem chegadas
E pessoas não terminadas,
Nada mudará essa rotina
E quem aguentaria
O novo
É para poucos
Talvez os loucos
Então mantemos
O conhecido,
E deixa pros nossos filhos
O lugar onde deveríamos
Ter ido.
Enquanto os fortes distribuem forças,
Para nós moças
Pois é da fraqueza,
Que fazemos
De sua pouca fé
Nossa riqueza
E aos cegos de alma,
Os que só enxergam o obvio
Foda-se a calma,
Lhes aconselho o ódio
O interessante,
Pra essa vida tão piegas
De quem não brinca com a sorte
Nem quer ir à Vegas
E vive em frente a TV
Sem perceber
Que quem não sai ao sol
É esbranquiçado
Até a transparência,
E apagado
A sete palmos do chão
E nenhum refrão.
*2012 modificada em 2017.
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