eu sou silêncio que entra pra dentro do escuro, ecoa na alma e morre calado quando bate no muro. sou rasa e desaguo do lado mais fácil engolindo o presente, anseando o futuro. sou refluxo de ansiedade, um café de tarde, sou fantasma de luxo. sou a lágrima atrasada, a tarefa de casa, um eterno desfazer de malas, a tentativa de lembrar de tudo. sou o apego, sou medo, sou terço, sou o que mereço, o que não esqueço, o que preciso, o que não finalizo...
sou a falta, a saudade
o luto engolido
o que eu pude ter sido
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