É tarde pra me exigir sanidade, de uma olhada pra cidade, onde eu cresci e a bagunça que é tudo isso aqui.
Construí meu castelo aqui no chão, da rua da contradição, onde ratos comem gatos e humanos tem coração.
Entre campos minados, sorrisos forçados, e gritos calados que ecoam no ego, construindo muros do tamanho de prédios, dando a mesma segurança que torna a vida um tedio.
Vídeo games simulando infâncias que crescem embrulhadas na ganancia, matando crianças e criando manchas previsíveis que arredondam conta,
Pessoas que nasceram só pra morrer, concreto que cerca seres moldados pela tv, qualquer um enxerga mais ninguém vê, o que há além de viver?
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