Sonhos morrem por aqui
Antes de conseguirmos dormir
É o ano que nascemos, a cidade que vivemos
O tempo que não temos
Palavras mudas, acabando com as lutas
Antes serem lutadas,
E todos sempre fazendo malas
Deixando saudades apertadas, guardadas
Esquecidas, escondidas em novas vidas,
Feridas, com partidas, sem chegadas
Pessoas não terminadas, coisas não mudadas
Do nosso dia a dia, então apenas sorria
Porque nada mudará essa rotina
Eu não tentaria, você temeria,
E quem é que aguentaria o novo
Tudo seria tão louco
Então continuemos, aceitemos
O conhecido, nosso pequeno mundo
Pois quem aguentaria a mudança de um tudo
E que os fortes distribuam forças, para nós moças
Que precisamos da fraqueza, pra fazer de sua proteção
nossa riqueza
Aos cegos de alma, os que só enxergam o obvio
Foda-se a calma, lhes aconselho o ódio
O interessante, pra essa vida tão piegas
De nós os jovens, que engolimos merdas, com os ouvidos
Não vivendo, mas mantendo-nos vivos
Queimando livros, aceitado o que é prometido
Mas nunca cumprido
De cabeça baixa para os inimigos
Aceitando a pedidos, de loucos mais perdidos
Terminando feridos
Cansados, terminando terminados,
Negando, mas derrotados, sendo esbranquiçados
Até a transparência,
Apagados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário