terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Codinome.


Dançava de noite
Chorava de dia
Dor, antes fosse
Corpo ela tinha
Codinome vadia
Ela aparecia
Quando escurecia
Dançava e sorria
Chorava de dia
Por dentro morta
Mas quem se importa
O que o mundo queria ela fazia

Só era levada
Não dizia não a nada
Era só um corpo na madrugada
Codinome chuva salgada
Caindo dos olhos
Mortos
Dela que já não é sagrada

O que houve
Talvez nem ela soube
Mas dançava
Como quem odiava e amava
Gelo e fogo
De olho em olho
De dose em dose
Melhor que qualquer hipnose

Talvez tenha sido de alguém
Que não a tratou bem
E hoje ela vem
Codinome ninguém
E indo além
De tudo que sei

De parte em parte
Seu corpo me ensinou o que é arte
Codinome vadia
Enquanto dançava eu sentia
Tudo que nela doía
E isso me agonia

Tiraram tudo que ela tinha
E ninguém sabia
Pra onde ela ia
Mas quando voltava sorria
Com olhos vermelhos na neblina
Madrugadas de purpurina
Começando onde termina
Dançando de noite
Chorando de dia
Codinome vadia.

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