sábado, 21 de julho de 2012

Como quem rasga uma folha.


Que tal um começo
Com o sofrimento do preço
Do silencio
De quem queria dizer algo
Mas ficou calado
E enquanto apenas se calou
O presente simplesmente passou

Tudo tão diferente
Não acostumou sua mente
E como em um grito
Estridente como apito
Ela resolve ir de vez
Pra longe de todos vocês

Foi sua melhor escolha
Como quem rasga uma folha
Ela apenas rasgou a si mesma
Numa fria manha de terça
Talvez alguém a esqueça
Mas continuará na minha cabeça

Sinto sua falta
Mas não a quero de volta
Seria egoísmo
Botemos a culpa no destino
Nunca nos seus pais ausentes
Isso seria muito pras suas mentes
Prefiro eu mesma me sentir culpada
Eu deveria, mas não falei nada

Ainda tenho flashs de seu sorriso
Espero que estejam existindo no paraiso
E se essa besteira existir
Nós iremos rir ai
Mas eu acho
Que só até me mandarem pra baixo

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