terça-feira, 30 de junho de 2020

Tarefa de casa

Língua brasileira, na veia goiana-mineira, arrebentando as porteira, ideia ligeira, baita rasteira, nas ideia gringa, que aqui não vinga, já que a polícia, sobe estatística, todo dia, ilegítima defesa, justifica na violência, interesse da burguesia.

Jovem brasileiro, que nasce sem dinheiro, aceita qualquer emprego, em pé o dia inteiro, sinaleiro, pra safado privilegiado, não aceitar meus panfletos, fechar vidro pro menino e mexer comigo, mas já não fico em silêncio. 

Trabalhador não tá ao seu dispor doutô, ce nem tem doutorado. Garças a quem me apoiô e cada trampo suado, terminei o mestrado, medo e humilhação é passado, mas não abandono, quem vive o jogo, que já me tirou o sono. 

Não há meritocracia, nessa vida, com criança indo pra escola comer uma vez por dia. Que não sobre uma estrutura, se ninguém mais dormir na rua, cada um amar quem ama e preconceito virar lenda urbana. 

Hoje dou aula, madame não cala meus sonhos, o mundo é meu, vou passar pros meus alunos em sala, entendeu? Ensino Inglês e Português, pra não serem calados por burguês. Conhecimento é arma, munição a raiva e a revolução, tarefa de casa de vocês. 

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