sexta-feira, 10 de julho de 2020

Tô falando de sexo

Breja gelada, paiero quente, quantas badaladas, ainda ando por essa gente? Calada, cansada ou agitada, entendo que daqui, não levo nada. Acumulo lembranças, encanto cascavéis, sapos amáveis e assumo papéis. Não uso veis, conto reis, organizo finanças. Faço tranças, quando sei que vou suar. E se você não for aguentar, a gente pode trocar. A menina prefere terminar por cima e se você não entende a rima, não é seu dia, ainda. 
Se interessante for, meu amor, escrevo sobre seu calor. Mas ultimamente, só o passado é quente e mexe com a gente. Faz levantar, arrepiar, dançar e suar. Enquanto penso no gosto de escória, que escorria, naquele dia, do meu pescoço até alguma barriga, de quem não liga, mas se precisar compra briga.
Eu não perco meu tempo em ritmo lento, faço valer cada momento, fingindo que há sentimento, se é necessário, pra estar por dentro. 
E se você acha que a baixaria começou, é porque ainda não viu meu alongamento e não sabe quem eu sou. 
Cê quer saber o que é começo? Eu grito foda-se a métrica, desde que abandonei o terço e passei a ter fé no sexo. De um jeito desconexo, nada é complexo, quando me interesso. 
E se você se interessa, não meça esforços, não espere eu voltar aos ossos, que de breja gelada e paiero quente, não serão muitas badaladas, que andarei por essa gente.

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