segunda-feira, 6 de abril de 2020

Furacão Kirinha ataca novamente

hurricane, solene, o que eu preciso te dizer pra essa roupa subir e sua boca descer?
eu sei que você vai sentir falta, ninguém deixou de sentir. eu sei que pele na pele não tem competição, não tem refrão audível, não tem nada que não seja melhor comigo. e se não era seu tempo, tudo tava meio azul, deixa o vento bater no seu corpo nu e você pensar no meu e o no que ainda não aconteceu, porque não era hora e ainda dava pra ir lá fora, sem temor. e quando de novo for, não demora, deixa a garrafa de lado, fica calado, deita aqui do meu lado, recupera o fôlego, quero de novo e dessa vez você não vai me jogar no ombro, fazendo graça de me levar pra casa. eu só volto quando apagar meu fogo e lá vamos nós de novo. tudo escrito no original, não tem erro de tradução, nem final, taca sal nessa vida. eu já não sou comprometida desde o último Carnaval e não é hipertensão que vai te fazer mal, o perigo, querido, é fingir que não é lindo o jeito que você sorri, quando eu to aqui. mas se você quiser que eu fique, vai precisar pedir, adivinhação eu ainda não desenvolvi. e você sabe que eu preciso de mais, de me sentir o último gole de refri, pera aí que eu vou tossir e vestir uma nova lingerie. e se você sorrir enquanto ler, saiba que eu vou respeitar seu espaço e esvaziar meu maço, entre um beijo e outro passo, pra perto. e se uma hora eu quiser ficar, nunca vou te falar, você fica na defensiva e eu sou a kira. 
por enquanto, só vamo, ignora tudo, o todo, o fundo, o povo, o futuro, o rumo. eu juro, nunca vai ser entediante enquanto eu estiver no mundo. eu te deixo adormecer, mas só vou te prometer, ficar aqui, enquanto tiver graça escrever sobre você.

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