quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Quero um amor sem conjunções adversativas.

Hoje ela escreve você
Mas num dia desses
Eu escrevia.

Começo de 2013
Algumas inocências a mais
Quando você doía
Quebrando minha paz

Mas nessa Uberlândia tão parada
Precisávamos de algo
Você de vingança
E eu do amargo gosto do amor que faz rimar

Você era a dor da minha poesia
Hoje é no olho dela que seu sorriso brilha
Mas eu não sei sentir ciúmes
E talvez eu já seja imune
Ao seu poder de me fazer escrever

Porque você é droga que mata
Mas que não faz tão mal
Quanto ter levado uma vida banal
Sem a bagunça que era você

Mas eu não sou viciada em nada
E nem até a próxima madrugada
Com: mas, porém, contudo, entretanto e  todavia
Eu consigo viver.



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