segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Novecentos e noventa e nove noites.

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Tenho mil coisas pra escrever
Mil e uma pra ler, assistir, saber
Mas só tenho novecentos e noventa e nove noites
E quero passar com você

Enquanto cê sorri com seu sorriso torto, bobo
Querendo ficar mais um pouco
Tendo mil e duas coisas pra fazer
Desperdiçando cada anoitecer
Construindo algo que não sabemos no que vai ser

De infinito já basta meu infinitivo
Mas fica aqui comigo
Prometo usar plural, te aguentar no sábado
Te querer no carnaval
Ficar do seu lado, quando você tiver gosto de sal
Chovendo pelos olhos, sorrindo sem dente
Me irritando, tipo sempre.

2 comentários:

  1. Assim como quem não quer nada,
    venho lhe expor uma parada.
    Tu não se importa com a métrica, tudo
    bem, mas aquele que está por trás
    destas palavras, é
    quem?

    Esquece o tempo e deixa eu lhe dizer,
    que há tempos almejo você.
    Em silêncio deixo isso crescer e busco
    entender o por que não consigo lhe
    dizer.

    Enjambement,
    confesso, não sei fazer e
    por mais covarde que minha atitude pareça ser,
    Alighieri há de me entender.

    Quando espaço no seu coração houver
    procure o artistas das sombras,
    não cobro couvert.

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