terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Baliza


Hoje eu poderia dormir cedo, mas preferi escrever sobre os meus medos. Porque o tempo te muda, e você esquece o poder que tem a chuva. As páginas em branco te insultam, o amor é sua burca. De artista a turista, no mundo você não vai ser única. E infinita só sua busca, por sonhos que já não cabem no fusca. A Trinity já não levanta a pata para pedir comida, assim segue a vida, de ferida em ferida, e não cicatriza. Nem que você aprenda a fazer baliza, não é estacionar que você precisa. E sim, aprender a sair ilesa, e se manter a mesma, quando a vida nocautear e a força faltar. E se o amor não for capaz de curar, aprenda a deixar pra lá. Mesmo que hoje em dia o alcance seja muito maior que um lance que você pode honrar. Não leiloe a si mesma. Fique firme, ai vem sexta. Amanhã, você ainda tem que acordar. 

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