Em 2015, ou algum desses, fiz um poema, mas
só na minha cabeça.
Ele dizia: “você nunca pode re-ser, o que
você já é”.
Mas sempre chove quando eu choro e eu só
molho por dentro.
Debaixo do teto, de dentro do peito.
A verdade estraçalha, não tem outro jeito.
Não há amor, existe a nossa natureza e o tempo.
Se em 2021, olhos marejam, ar falta e peito
aperta,
É sinal de que lá atrás eu estava certa,
Mas o tempo só tudo cura, depois que tudo
leva.
Não adianta fazer malas
Nem decorar novas falas
Sem encarar todas dores
...tempo...
Vem arranca cegas cores
...
Com métrica formo alvor
Pra mudança verso calor
Até mágoas perdem sabor
,
Pro futuro deixo o amor
Não mais cabe onde vou.
Foda-se a métrica e quem já mal me amou!
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