domingo, 29 de setembro de 2013

Amargo.

As palavras ficam caladas, entre nossas olhadas pra dentro de nós mesmos. Entre o que perdemos no caminho até o que queremos, mas não podemos.
Entre o certo errado que você não esquece, e grita calado, dizendo que se pudesse, estaria ao meu lado, com esse seu sorriso lerdo, que eu sempre quero por perto.
Mas desde pequenos, vivemos por destinos, que não se cruzam quando estamos sozinhos, e o que existe entre nós dois, sempre vai ser algo a se pensar depois... 
Então fica pra próxima, vamos fazer novas apostas, girar mais alguns quilômetros, rezar com a fé dos cegos, pra que passos certos, nos tragam pra perto, porque o erro é não fazer o que eu quero, quando isso é o que você também quer.

Talvez entre um erro e outro, o mundo seja pouco, perto disso aqui que nos deixa loucos, desejando que a hora seja a certa, que as janelas, continuem abertas, esperando pedrinhas, chamando no meio da madrugada, que sem você fica tão salgada. 

Você é um livro de muitas paginas, mas eu só leio em voz alta... Se você não se resumir eu vou ficar rouca, e você vai perder a oportunidade de estar entre a minha boca.
Eu sou o filme preferido, que você não deveria ter assistido, mas agora quer continuar em frente a tela, quando já deveria ter ido à décadas. 
Eu sou a porta que você não deveria ter aberto, a confusão que você quer por perto, a cassação do seu selo do INMETRO, esfregando na sua cara que você gosta de estar errado, quando o erro sou eu.
E você vai imaginar como teria sido, onde teria ido, respirar fundo e sentir que teria sido lindo, mas só teria sido.

Enquanto arrependimento tem gosto de tabaco, tempo é algo caro, o caminho certo é algo raro, o “talvez” tem um preço que eu não pago, o futuro é um sujeito vago, não me ter será o mais amargo, mas eu ainda estou aqui, se isso vale algo. 

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